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O que é uma rede de computadores?

Uma rede de computadores consiste de 2 ou mais computadores e outros dispositivos conectados entre si de modo a poderem compartilhar seus serviços, que podem ser: dados, impressoras, mensagens (e-mails), etc.

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Para que serve uma rede de computadores?

Uma rede de computadores serve para os computadores trabalharem entre si.

O que é necessário para uma rede de computadores funcionar:
Software
Sistema Operacional de Rede
Hardware
Repetidores (Repeaters)
Modem
Roteadores (routers)
Hub
Servidor
Computador

Vantagens e desvantagens de utilizar uma rede de computares:

Vantagens do uso das redes
Partilha de recursos físicos da rede ou seja, hardware;
Partilha de software;
Economia de recursos;
Partilha de dados/informação;
Comunicação;
Gestão de cópias de segurança.
Desvantagens do uso das redes
Rede pode ficar extremamente lenta em situações de tráfego pesado;
Problemas são difíceis de isolar;
Falha no cabo paralisa a rede inteira.

Características físicas da transmissão de dados

Modulação e Desmodulação:

Modulação

Nos modems a cabo que utilizam o sistema de cabo para fazerem o US, um modulador é utilizado para converter os dados digitais da rede de computador em sinais de radiofrequência para transmissão. Este componente é chamado algumas vezes de "modulador de rajadas" - burst modulator - por causa da irregularidade do volume da maior parte do tráfego entre um usuário e a internet. Ele consiste de três partes: uma secção para inserir informação usada para correcção de erros; um modulador QAM - vale lembrar que muitos fabricantes estão utilizando a modulação QPSK ou similar na direcção do US, uma vez que essa modulação é mais robusta em ambientes de ruído (lembre-se que o canal de US está mais sujeito a ruídos): essa é uma recomendação da norma IEEE 802.14; um conversor digital-analógico (D/A).

Desmodulação

Os desmoduladores mais comuns têm quatro funções. Um desmodulador QAM (quadrature amplitude modulation) recebe um sinal de rádio frequência que teve a informação codificada a partir da variação da fase e da amplitude e o transforma em um sinal simples que pode ser processado por um conversor analógico-digital (A/D). Esse conversor recebendo o sinal, que varia em tensão e transforma em uma série de bits. Um módulo de correcção de erros então checa a informação recebida a partir de um padrão conhecido, de modo que problemas na transmissão possam ser detectados e corrigidos. Em muitos casos, os quadros da rede estão no formato MPEG, de modo que um sincronizador MPEG é utilizado para assegurar que os grupos de dados estão em ordem

Taxas de Transmissão

A taxa de transmissão de um canal ou meio físico é a quantidade de bis que a esse meio consegue transmitir por segundo. Esta taxa pode ser expressa em bits por segundo - bps (bits per second) - ou Kilobytes, Megabits ou Gigabits por segundo. As taxas de transmissão entre dois computadores dependem de vários factores, tais como:
- as características dos cabos utilizados;
- a quantidade de tráfego de mensagens provenientes dos vários nós da rede;
- a utilização de largura de banda para transmissão de um só ou vários fluxos de mensagens ao mesmo tempo (multiplexação);
- as taxas máximas de transmissão dos modems ou outros dispositivos de comunicação; etc.

Largura de banda

Largura de banda é a medida da faixa de frequência, em hertz, de um sistema ou sinal. A largura de banda é um conceito central em diversos campos de conhecimento, incluindo teoria da informação, rádio, processamento de sinais, electrónica e espectroscopia. Em rádio comunicação ela corresponde à faixa de frequência ocupada pelo sinal modulado. Em electrónica normalmente corresponde à faixa de frequência na qual um sistema tem uma resposta em frequência aproximadamente plana (com variação inferior a 3 dB).

Sinal analógico

O sinal analógico corresponde a um valor físico que varia continuamente no tempo e/ou no espaço. O fenómeno físico que estimula os sentidos humanos pode ser medido por instrumentos, designados por sensores, que transformam a variável física que é capturada numa outra variável física medida, geralmente uma tensão ou uma corrente eléctrica, igualmente dependente do tempo ou espaço, que é designada por sinal. Se este sinal for contínuo, diz-se que é análogo à variável física medida, isto é, diz-se que é um sinal analógico. O sinal analógico é produzido por um sensor, por exemplo um microfone, que detecta o fenómeno físico, por exemplo a variação da pressão do ar, e que, em seguida, o transforma numa medida. Normalmente, esta medida toma a forma de uma corrente eléctrica ou de tensão eléctrica.

Sinais digitais

O sinal digital é uma sequência de valores codificados em formato binário, dependentes do tempo ou do espaço, que resulta da transformação de um sinal analógico. No entanto, ao contrário dos sinais analógicos, os sinais digitais são discretos em amplitude e discretos no espaço. Isto significa que um sinal digital só é definido para determinados instantes de tempo, e o conjunto de valores que podem assumir é finito.

Multiplexagem

Consiste na operação de transmitir várias comunicações diferentes ao mesmo tempo através de um único canal físico.
O dispositivo que efectua este tipo de operação chama-se multiplexador.
Existem diferentes modos de multiplexagem, os principais são:
•Multiplexagem por divisão de frequência
•Multiplexagem por divisão de tempo

Pacotes de dados

Uma transmissão de dados entre computadores consiste no envio e recepção de sinais eléctricos ou outros (ópticos), os quais codificam bits. Normalmente, os bits são agrupados em conjunto ou sequências, que podem ir desde um simples byte (codificando um carácter) até um pacote de milhares de bits ou bytes.

Interferência e distorção

Interferência _ as interferências podem ser devidas, por exemplo, a acção de campos electromagnéticos sobre os cabos por onde circulam os sinais que transportam a informação.
Distorção_ quando os sinais em que os dados são transmitidos estão sujeitos a uma perda de intensidade ou deformação, a este fenómeno chama-se distorção.

Conceito de LAN

LAN é a sigla inglesa da expressão Local Area Network e designa uma rede local de computadores. É geralmente utilizada nas empresas para interligação local dos seus computadores.

Conceito de WAN

Essas sub-redes têm a função de transportar os dados entre os computadores ou dispositivos de rede. As WAN tornaram-se necessárias devido ao crescimento das empresas, onde as LAN não eram mais suficientes para atender a demanda de informações, pois era necessária uma forma de passar informação de uma empresa para outra de forma rápida e eficiente. Surgiramas WAN que conectam redes dentro de uma vasta área geográfica, permitindo comunicação de longa distância.

Conceito de Cliente-Servidor

É um modelo computacional que separa clientes e servidores, sendo interligados entre si geralmente utilizando-se uma rede de computadores. Cada instância de um cliente pode enviar requisições de dado para algum dos servidores conectados e esperar pela resposta. Por sua vez, algum dos servidores disponíveis pode aceitar tais requisições, processá-las e retornar o resultado para o cliente. Apesar do conceito ser aplicado em diversos usos e aplicações, a arquitectura é praticamente a mesma.
Muitas vezes os clientes e servidores se comunicam através de uma rede de computador com hardwares separados, mas o cliente e servidor podem residir no mesmo sistema. A máquina servidora é um host que está executando um ou mais programas de servidor que partilham os seus recursos com os clientes.
Um cliente não compartilha de seus recursos, mas solicita o conteúdo de um servidor ou função de serviço. Os clientes, portanto, iniciam sessões de comunicação com os servidores que esperam as solicitações de entrada.

Conceito de Peer-to-Peer

Mesmo dispondo de plataformas de comunicação Peer-to-Peer, como o Pastry e o JXTA, os desenvolvedores ainda precisam projetar suas aplicações considerando requisitos não-funcionais, tais como validação do usuário, operações de manutenção da rede Peer-to-Peer (criar grupo, localizar grupo, ingresso em grupo, localizar peer, localizar recursos), desenvolvimento baseado em componentes (locais ou remotos), interface gráfica com o usuário, entre outros. Portanto, tais funcionalidades precisam estar disponíveis, sobre a plataforma de rede Peer-to-Peer, de maneira reutilizável e adaptável. Este modelo de desenvolvimento é conhecido como framework de aplicações.

Modelo OSI

Este tipo de modelo consiste num conjunto de protocolos abertos (normas que podem ser adaptadas livremente), o equipamento e desenvolvimento do software. Estão destinados a funcionar em rede. O Modelo OSI subdivide-se no processo global de comunicação de dados entre computadores em rede, estes tem ainda sete níveis ou comandos (layers) cada uma das quais com determinadas funções específicas.

  • Aplicação
  • Apresentação
  • Sessão
  • Transporte
  • Rede
  • Enlace
  • Físico
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Tipos de Cabos

Cabos Eléctricos

Um fio é um segmento fino, cilíndrico, flexível e alongado de um certo material de acordo com sua função. Na electrónica são usados fios distintos para tanto transportar energia eléctrica quanto informação.

Cabos Pares Entrançados

Os cabos de pares entrançados consiste em um ou vários pares de fios de cobre; os dois fios de cada par são entrançados, ou seja, enrolados em torno um do outro, com o objectivo de criar à sua volta um campo electromagnético que reduz a possibilidade de interferências de sinais externos.

Cabos Pares Entrançados STP

O cabo brindado STP é muito pouco utilizado sendo basicamente necessários em ambientes com grande nível de interferência electromagnética. Deve-se dar preferência a sistemas com cabos de fibra óptica quando se deseja grandes distâncias ou velocidades de transmissão, podem ser encontrados com blindagem simples ou com blindagem par a par.

Cabos Pares Entrançados UTP

Este é sem duvida o cabo mais utilizado neste tipo de rede, o cabo UTP é de fácil manuseio, instalação e permite taxas de transmissão em até 100 Mbps com a utilização do cabo CAT 5 são usados normalmente tanto nas redes domesticas como nas grandes redes industriais e para distancias maiores que 150 metros hoje em dia é utilizados os cabos de fibra óptica que vem barateando os seus custos.

Categorias

Tipo Uso
Categoria 1 Voz (Cabo Telefónico) São utilizados por equipamentos de telecomunicação e não devem ser usados para uma rede local
Categoria 2 Dados a 4 Mbps (LocalTalk)
Categoria 3 Transmissão de até 16 MHz. Dados a 10 Mbps (Ethernet)
Categoria 4 Transmissão de até 20 MHz. Dados a 20 Mbps (16 Mbps Token Ring)
Categoria 5 Transmissão de até 100 MHz. Dados a 100 Mbps (Fast Ethernet)

Cabos coaxiais

O cabo coaxial é um tipo de cabo condutor usado para transmitir sinais. Este tipo de cabo é constituído por diversas camadas concêntricas de condutores e isolantes, daí o nome coaxial.
O cabo coaxial é constituído por um fio de cobre condutor revestido por um material isolante e rodeado duma blindagem. Este meio permite transmissões até frequências muito elevadas e isto para longas distâncias.

Cabos ópticos

O cabo óptico é uma estrutura destinada a proteger e facilitar o manuseio das fibras ópticas. Existem 3 tipos de aplicações para os cabos ópticos:
Internas: aplicados em Backbones, Campus Backbone ou em Redes Horizontais;
Externas: em dutos, diretamente enterrados ou em instalações aéreas.

Vantagens

A principal vantagem do cabo é que a maneira de transmissão do sinal é livre das interferências que outros aparelhos podem causar, o que acontece frequentemente em cabos coaxiais ou nos modelos de cabos mais finos com conectores RCA (os famosos plugues de três pontas nas cores vermelho, amarelo e branco).
Outro ponto positivo é que em Home Theaters nos enviamos apenas um cabo de entrada no aparelho, sem ter que conectar diversos deles, como ocorre nos outros sistemas.

Transmissoes Wireless

Vantagens:
• Flexibilidade e Mobilidade;
• Simplicidade de Instalação;
• Redução de Custos (ciclo de vida maior);
• Escalonabilidade (diferentes topologias);

Desvantagens:
• Velocidade de transmissão.

Cabos Rádio

Ondas de rádio são radiações eletromagnéticas com comprimento de onda maior e frequência menor do que a radiação infravermelha. São usadas para a comunicação em rádios amadores, radiodifusão (rádio e televisão), telefonia móvel.

Ondas micro-ondas

As micro-ondas são ondas eletromagnéticas com comprimentos de onda maiores que os dos raios infravermelhos, mas menores que o comprimento de onda das ondas de rádio variando o comprimento de onda, consoante os autores, de 1 m (0,3 GHz de frequência) até 1,0 mm (300 GHz de frequência) - intervalo equivalente às faixas UHF, SHF e EHF.

Ondas satélite

Os satélites utilizados para telecomunicações ou transmissão de dados sob a forma digital encontram-se situados em órbitas geostacionárias, em torno do equador, a cerca de 30-40 Km da superfície terrestre. A comunicação com esses satélites implica antenas parabólicas, ou seja, dispositivos de transmissão e recepção capazes de efectuar: - os uplinks: as emissões da Terra para o satélite; - os downlinks: as recepções do satélite para a Terra. As ondas de satélite são utilizadas em comunicações intercontinentaisou abrangendo grandes distâncias geográficas e, normalmente, suportam uma largura de banda elevada (da ordem dos 500 MHz), embora estejam sujeitas a atrasos devido às grandes distâncias percorridas.

Placas de Rede:

O que são e para que servem?

Uma placa de rede (também chamada adaptador de rede ou NIC) é um dispositivo de hardware responsável pela comunicação entre os computadores em uma rede.
A placa de rede é o hardware que permite aos computadores conversarem entre si através da rede. Sua função é controlar todo o envio e recebimento de dados através da rede. Cada arquitectura de rede exige um tipo específico de placa de rede; sendo as arquitecturas mais comuns a rede em anel Token Ring e a tipo Ethernet.

Modem:

O que é e para que serve?

A palavra Modem vem da junção das palavras modulador e demodulador.[1][2] Ele é um dispositivo eletrônico que modula um sinal digital em uma onda analógica, pronta a ser transmitida pela linha telefônica, e que demodula o sinal analógico e o reconverte para o formato digital original.[2] Utilizado para conexão à Internet, BBS, ou a outro computador.
O modem é o periférico utilizado para transferir informações entre vários computadores via um suporte de transmissão telegráfico (linhas telefónicas, por exemplo). Os computadores funcionam de maneira numérica, utilizam a codificação binária (uma série de 0 e 1), mas as linhas telefónicas são analógicas. Os sinais numéricos passam de um valor a outro, não há meio termo, é “tudo ou nada” (um ou zero). Os sinais analógicos em contrapartida não evoluem “passo a passo”, evoluem continuamente.

Como funcionam?

Os computadores funcionam com binários, por isso é necessário haver uma maneira de representar os 1s e 0s do binário como som. Um modem faz precisamente isto, ao modular uma simples onda de som como transportador, com o fluxo dos caracteres binários.

Se pensar no transportador como um único som, tal como um tom de telefone que não se pode obter, então o sinal modulado é aquele em que o tom varia continuamente entre duas frequências ligeiramente diferentes, uma que representa um binário 1 e a outra um binário 0.

Esta mudança na frequência é tudo o que o modem do outro lado da linha tem de fazer. No entanto, apenas tem de reconhecer duas frequências e distinguir os 0s e 1s que representam, o que é um processo comparativamente simples. Assim, todas aquelas viagens pelo fio do telefone quando tem o seu PC ligado através de um modem são tons. Um modem do outro lado da linha faz a transformação contrária, reconstituindo um sinal binário através dos sons que recebe.

Modem Interno

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Modem Externo

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Placa de Rede Externa

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Placa de Rede PCMCIA

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Funcionamento do Modem

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Repetidores:

O que são e para que servem?

Em informática, repetidor é um equipamento utilizado para interligação de redes idênticas, pois eles amplificam e regeneram eletricamente os sinais transmitidos no meio físico.

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Hub:

O que são?

HUB ou Concentrador, é a parte central de conexão de uma rede . Muito usado no começo das redes de computadores, ele é o dispositivo activo que concentra a ligação entre diversos computadores que estão e numa Rede de área local ou LAN.

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1º Geração

Os primeiros Hubs começaram por ser simples caixas, com circuitos eléctricos, onde se fazia a interligação dos cabos provenientes de cada computador ligado a rede, podendo actuar t5ambém como repetidores de sinal.

2º Geração

Passou a incluir a capacidade de interligar redes de diferentes padrões ou tecnologias de funcionamento.

3º Geração

Possibilita a interligação de praticamente qualquer tipo de redes locais, bem como proporciona a comutação de tráfego entre computadores e sub-redes, de modo a permitir a criação de redes estruturadas.

Topologias de rede

Malha
A topologia de rede descreve como é o layout de uma rede de computadores através da qual há o tráfego de informações, e também como os dispositivos estão conectados a ela.
Há várias formas nas quais se pode organizar a interligação entre cada um dos nós (computadores) da rede. Topologias podem ser descritas fisicamente e logicamente. A topologia física é a verdadeira aparência ou layout da rede, enquanto que a lógica descreve o fluxo dos dados através da rede.

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Anel

Na topologia em anel os dispositivos são conectados em série, formando um circuito fechado (anel).Os dados são transmitidos unidirecionalmente de nó em nó até atingir o seu destino. Uma mensagem enviada por uma estação passa por outras estações, através das retransmissões, até ser retirada pela estação destino ou pela estação fonte. Os sinais sofrem menos distorção e atenuação no enlace entre as estações, pois há um repetidor em cada estação. Há um atraso de um ou mais bits em cada estação para processamento de dados. Há uma queda na confiabilidade para um grande número de estações. A cada estação inserida, há um aumento de retardo na rede. É possível usar anéis múltiplos para aumentar a confiabilidade e o desempenho. ciinel.

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Bus ou Barramento

Rede em barramento é uma topologia de rede em que todos os computadores são ligados em um mesmo barramento físico de dados. Apesar de os dados não passarem por dentro de cada um dos nós, apenas uma máquina pode “escrever” no barramento num dado momento. Todas as outras “escutam” e recolhem para si os dados destinados a elas. Quando um computador estiver a transmitir um sinal, toda a rede fica ocupada e se outro computador tentar enviar outro sinal ao mesmo tempo, ocorre uma colisão e é preciso reiniciar a transmissão.
Essa topologia utiliza cabos coaxiais. Para cada barramento existe um único cabo, que vai de uma ponta a outra. O cabo é seccionado em cada local onde um computador será inserido na rede. Com o seccionamento do cabo formam-se duas pontas e cada uma delas recebe um conector BNC. No computador é colocado um "T" conectado à placa que junta as duas pontas. Embora ainda existam algumas instalações de rede que utilizam esse modelo, é uma tecnologia obsoleta.
Embora esta topologia descrita fisicamente ter caído em desuso, logicamente ela é amplamente usada. Redes ethernet utilizam este tipo lógico de topologia.

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Estrela

A mais comum atualmente, a topologia em estrela utiliza cabos de par trançado e um concentrador como ponto central da rede. O concentrador se encarrega de retransmitir todos os dados para todas as estações, mas com a vantagem de tornar mais fácil a localização dos problemas, já que se um dos cabos, uma das portas do concentrador ou uma das placas de rede estiver com problemas, apenas o nó ligado ao componente defeituoso ficará fora da rede. Esta topologia se aplica apenas a pequenas redes, já que os concentradores costumam ter apenas oito ou dezesseis portas. Em redes maiores é utilizada a topologia de árvore, onde temos vários concentradores interligados entre si por comutadores ou roteadores.

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Estrela Hierarquica

Esta topologia é baseada em hubs ou dispositivos de ligações, os quais permitem uma estruturação hierárquica de varias redes ou sub-redes.
Este tipo de rede é muito utilizada visto que permite, com grande facilidade e flexibilidade, a expansão de das redes ou de interligações de novas redes e ainda assegura o bom funcionamento e gestão do conjunto de redes assim interligadas.

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Espinha Dorsal

Esta topologia é caracterizada por um cabos que é chamado backbone ou espinha dorsal.
Este cabo tem um elevado desempenho que cobre uma determinada área, mais ou menos extensa, e ao qual se ligam diversas redes ou sub-redes, atravez de dispositivos de ligação ( por exemplo: transceivers, brigds, routers, etc.).

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Internet

A Internet surgiu a partir de pesquisas militares nos períodos áureos da Guerra Fria. Na década de 1960, quando dois blocos ideológicos e politicamente antagônicos exerciam enorme controle e influência no mundo, qualquer mecanismo, qualquer inovação, qualquer ferramenta nova poderia contribuir nessa disputa liderada pela União Soviética e por Estados Unidos: as duas superpotências compreendiam a eficácia e necessidade absoluta dos meios de comunicação. Nessa perspectiva, o governo dos Estados Unidos temia um ataque russo às bases militares. Um ataque poderia trazer a público informações sigilosas, tornando os EUA vulneráveis. Então foi idealizado um modelo de troca e compartilhamento de informações que permitisse a descentralização das mesmas. Assim, se o Pentágono fosse atingido, as informações armazenadas ali não estariam perdidas. Era preciso, portanto, criar uma rede, a ARPANET, criada pela ARPA, sigla para Advanced Research Projects Agency. Em 1962, J.C.R LickLider do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) já falava em termos da existência de uma Rede Galáxica.

A ARPANET funcionava através de um sistema conhecido como chaveamento de pacotes, que é um sistema de transmissão de dados em rede de computadores no qual as informações são divididas em pequenos pacotes, que por sua vez contém trecho dos dados, o endereço do destinatário e informações que permitiam a remontagem da mensagem original. O ataque inimigo nunca aconteceu, mas o que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos não sabia era que dava início ao maior fenômeno midiático do século 20', único meio de comunicação que em apenas 4 anos conseguiria atingir cerca de 50 milhões de pessoas.

Em 29 de Outubro de 1969 ocorreu a transmissão do que pode ser considerado o primeiro E-mail da história.[1] O texto desse primeiro e-mail seria "LOGIN", conforme desejava o Professor Leonard Kleinrock da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), mas o computador no Stanford Research Institute, que recebia a mensagem, parou de funcionar após receber a letra "O".

Já na década de 1970, a tensão entre URSS e EUA diminui. As duas potências entram definitivamente naquilo em que a história se encarregou de chamar de Coexistência Pacífica. Não havendo mais a iminência de um ataque imediato, o governo dos EUA permitiu que pesquisadores que desenvolvessem, nas suas respectivas universidades, estudos na área de defesa pudessem também entrar na ARPANET. Com isso, a ARPANET começou a ter dificuldades em administrar todo este sistema, devido ao grande e crescente número de localidades universitárias contidas nela.

Dividiu-se então este sistema em dois grupos, a MILNET, que possuía as localidades militares e a nova ARPANET, que possuía as localidades não militares. O desenvolvimento da rede, nesse ambiente mais livre, pôde então acontecer. Não só os pesquisadores como também os alunos e os amigos dos alunos, tiveram acesso aos estudos já empreendidos e somaram esforços para aperfeiçoá-los. Houve uma época nos Estados Unidos em que sequer se cogitava a possibilidade de comprar computadores prontos, já que a diversão estava em montá-los.

A mesma lógica se deu com a Internet. Jovens da contracultura, ideologicamente engajados ou não em uma utopia de difusão da informação, contribuíram decisivamente para a formação da Internet como hoje é conhecida. A tal ponto que o sociólogo espanhol e estudioso da rede, Manuel Castells, afirmou no livro A Galáxia da Internet (2003) que A Internet é, acima de tudo, uma criação cultural.

Um sistema técnico denominado Protocolo de Internet (Internet Protocol) permitia que o tráfego de informações fosse encaminhado de uma rede para outra. Todas as redes conectadas pelo endereço IP na Internet comunicam-se para que todas possam trocar mensagens. Através da National Science Foundation, o governo norte-americano investiu na criação de backbones (que significa espinha dorsal, em português), que são poderosos computadores conectados por linhas que tem a capacidade de dar vazão a grandes fluxos de dados, como canais de fibra óptica, elos de satélite e elos de transmissão por rádio. Além desses backbones, existem os criados por empresas particulares. A elas são conectadas redes menores, de forma mais ou menos anárquica. É basicamente isto que consiste a Internet, que não tem um dono específico.

Cientista Tim Berners-Lee, do CERN, criou a World Wide Web em 1990.

A empresa norte-americana Netscape criou o protocolo HTTPS, possibilitando o envio de dados criptografados para transações comercias pela internet.

Por fim, vale destacar que já em 1992, o então senador Al Gore, já falava na Superhighway of Information. Essa "super-estrada da informação" tinha como unidade básica de funcionamento a troca, compartilhamento e fluxo contínuo de informações pelos quatro cantos do mundo através de um rede mundial, a Internet. O que se pode notar é que o interesse mundial aliado ao interesse comercial, que evidentemente observava o potencial financeiro e rentável daquela "novidade", proporcionou o boom (explosão) e a popularização da Internet na década de 1990. Até 2003, cerca de mais de 600 milhões de pessoas estavam conectadas à rede. Segundo a Internet World Estatistics, em junho de 2007 este número se aproxima de 1 bilhão e 234 milhões de usuários.

Principais serviços da Internet

Interessante é observar que, na história da Internet, diversos tipos de programas foram sendo criados, melhorados e se espalhado gradualmente, sem nenhum projeto ou controle.

A criatividade gerou vários tipos de serviços:

E-Mail: O E-Mail ou Correio Eletrônico é um serviço que tem a função de controlar o envio e o recebimento de mensagens entre usuários. Também possui recursos para enviar arquivos anexados à própria mensagem. Assim, quando o usuário destinatário ler a mesma, pode copiar para sua máquina os arquivos que lhe foram enviados. (Se desejar mais detalhes clique aqui).

FTP: É o File Transfer Protocol. Permite que arquivos sejam transmitidos.

É importante lembrar que os servidores armazenam arquivos, analogamente às bibliotecas que guardam e organizam livros. Os programas de transferência de arquivos pela Internet apresentam na tela os dados sobre a estrutura de diretórios (pastas) no computador local e no remoto, a partir da qual indicam-se origem e destino de uma operação de cópia.

É bastante usado para a transferência de arquivos diretamente para o servidor durante a construção de sites. (Se desejar mais detalhes clique aqui).

Chat: Oferece recursos para que duas ou mais pessoas possam conversar "on-line" por meio de canais de Chat ou em PVT (private = particular). Vários programas usados neste serviço incluem também recursos de transferência de arquivos. Há outros serviços nesta linha: a possibilidade de conversar (falando e ouvindo) com pessoas na Internet. Também hoje é possível fazer vídeo-conferência, em tempo real, por meio de câmeras instaladas no micro, possibilitando que as pessoas além de ouvir, possam ver a imagem de inter-locutores e vice-versa (tele-conferência).

NewsGroup: Este serviço é uma variação do E-Mail, mas lhe adiciona um recurso: a coordenação de grupos de discussão, com divulgação de boletins de assuntos específicos. O usuário deve se associar a um grupo de discussão de determinado assunto para que possa enviar/receber mensagens deste grupo.

WWW: É a World Wide Web, o serviço que disseminou a Internet pelo mundo.

É uma grande teia mundial onde é possível acessar hipertextos (documentos que podem ter textos, imagens, sons e vídeos), que são documentos que possuem a característica de ter "links" (ligações) pelos quais se pode saltar de uma parte para outra de um mesmo documento, ou para outro documento. (Se desejar mais detalhes clique aqui).

Esta última característica permite que todos os arquivos armazenados em todos os servidores possam ser acessados, desde que os "links" sejam corretos. Assim sendo, criou-se a possibilidade de procurar informações em um volume de dados enorme e impossível de ser atingido, antes da internet.

Esses documentos são acessados por meio de programas navegadores (browsers) que possibilitam a visualização do conteúdo das páginas. Os navegadores também incluem outros recursos por meio de alguns programas (plug-ins e add-ons) que se incorporam ao navegador (ex.: som, imagem 3D, vídeo e de FTP.

Telnet: É um meio alternativo para usar alguns serviços da rede, útil quando se deseja alterar alguma senha de acesso, ou acessar algum serviço do servidor. O Telnet permite apenas aplicações em modo texto, portanto, funciona exclusivamente por teclado, sem gráficos (figuras).